10/09/2019 14h24 - Atualizado em 10/06/2021 13h00

Centro de Detenção Provisória da Serra realiza curso de qualificação para internos LGBTQ+

A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) pensa em ações voltadas para a ressocialização e entre elas estão medidas que visam o resgate da autoestima de internos LGBTQ+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais ou Transgêneros). No Centro de Detenção Provisória da Serra (CDPS), este público conta com uma ala especial montada para atendê-los e, desde o início deste mês, a unidade prisional desenvolve o curso de Maquiador Profissional ofertado para os internos, em parceria com o CEET Vasco Coutinho e a Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti).

As aulas acontecem de segunda à sexta-feira, com carga horária de 80 horas, e contemplam 19 participantes. O professor do curso, o maquiador profissional Edy Belucio, e o professor coordenador de cursos do CEET Vasco Coutinho, Marcelo Cardoso, acreditam que a iniciativa irá contribuir de forma positiva para o resgate da autoestima dos participantes, bem como para a expectativa de trabalho autônomo dos internos após a prisão.

Com o nome social Raiane, a interna LGBTQ+, que participa do treinamento, diz que a oportunidade tem sido valiosa para um recomeço de vida. “O professor é muito atencioso e tem passado o conteúdo de forma bem didática. Vejo o curso como uma forma de crescimento profissional e até penso em abrir meu próprio negócio quando terminar de cumprir a minha pena”, diz.

Ao término do curso de Maquiador Profissional, a mesma turma também participará do curso de Designer de Sobrancelhas, previsto para iniciar em 23 de setembro.

Tratamento humanizado

A galeria composta pelo público GBTQ+ no Centro de Detenção Provisória da Serra já ocasionou premiação pela atitude humanizadora, reconhecida no Prêmio Humaniza, iniciativa que reconhece as boas práticas do sistema penitenciário. O espaço tem o inspetor penitenciário Luiz Carlos dos Santos como o mediador de várias demandas.

Segundo ele, que recebeu o Prêmio Humaniza 2018 na categoria Atitude Humanizadora, o diálogo é o grande trunfo para realizar o tratamento humanizado aos internos da ala. A boa prática reconhecida pelo sistema penitenciário inclui o respeito e a dedicação com o trabalho realizado na unidade prisional.

“São pessoas que conviveram diariamente com o preconceito, seja da própria família ou da sociedade. Aqui, temos trabalhado com muita dedicação e empenho para tratá-los com dignidade. Incentivamos a convivência em grupo, o respeito pelo próximo e usamos o diálogo para evitar conflitos. A qualificação profissional desses internos só faz com que eles se empoderem cada vez mais e tenham condições de disputar o mercado de trabalho após o cumprimento de pena. É uma oportunidade de transformação social”, reitera Luiz Carlos.

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