28/06/2019 19h12 - Atualizado em 01/07/2019 11h39

1º Fórum Secti-Fapes de Inovação promove transferência de conhecimento e tecnologia

O fórum contou com uma programação extensa no formato de painel com representantes do setor acadêmico, produtivo e governamental.

Mais de 100 pessoas envolvidas na área de inovação e tecnologia capixaba participaram do 1º Fórum Secti-Fapes de Inovação que debateu, na manhã dessa sexta-feira (28), o tema “Transferência de Conhecimento e Tecnologia: Desafios e Soluções”. O evento foi uma iniciativa da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti) e teve inscrições gratuitas.

Para a secretária da Secti, Cristina Engel, o fórum atingiu os objetivos propostos. “Todos as instituições convidadas foram extremamente participativas. As perguntas e o debate foram muito bem direcionados. Nós obtivemos uma radiografia do trabalho realizados em cada instituição na área de inovação e tecnologia, bem como o potencial e as dificuldades e as suas expectativas. O que foi mais perceptível foi o desejo de contribuição de todos os envolvidos. Então isso é o que nos deixa mais animados para agora continuar com novas ações que determinem trabalhos específicos a serem perseguidas para que tenhamos um ótimo ecossistema de inovação no Estado”, disse.

Segundo o diretor-presidente da Fapes, Denio Rebello Arantes a inovação é um dos valores do governo Casagrande a ser desenvolvido também na administração pública. "Devido à importância dessa área para a economia, criamos na Fundação a Diretoria de Inovação para trabalhar com grandes ações no setor. Estamos acompanhando uma tendência mundial, que exige nosso apoio além do fomento à ciência básica", considerou.

A ação estratégica contou com uma programação extensa no formato de painel de debate em que cada painelista teve um tempo determinado para expor a prática de iniciativas tecnológicas, de inovação e de transferência de dados em sua instituição. Entre os palestrantes estavam representantes do setor acadêmico, produtivo e governamental.

Entre as academias presentes, o Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) foi um dos convidados. O pró-reitor de Extensão do instituto, Renato Tannure, participou do evento e destacou sobre a oportunidade de integração e diálogo entre o setor e o público presente.

“É muito importante tanto para as instituições ouvirem as questões levantadas pelo público, quanto para o diálogo entre as instituições, para que cada um possa conhecer a realidade do outro, além das ações que estão sendo desenvolvidas. Eu vi várias coisas novas, até mesmo dentro das instituições acadêmicas, e isso é muito interessante. Isso se amplia à medida que se torna periódico e permanente. A Secti cumpriu muito bem o papel no evento”, comentou Tannure.

A Findes foi uma das convidadas para palestrar e o vice-presidente Raphael Cassaro falou sobre a burocracia que é a transferência de conhecimento entre a indústria e a academia: “Na minha visão as maiores dificuldades são no que tange a parte burocrática para a indústria ter um bolsista, ou estagiário. Ter mão de obra, inclusive de trabalho baseado no desafio da área industrial, para que essa transferência de conhecimento se dê de forma mais fácil e cotidiana. Acredito que essa facilidade de acesso da indústria com a academia pode ser mais simplificada. Esse incentivo tem que partir da indústria e da academia para que as soluções sejam desenvolvidas de forma prática”, contou.

Antes de abrir o debate, o coordenador da Ufes no Laboratório de Pesquisa e Desenvolvimento de Metodologias para Análise de Petróleos (LabPetro), Eustáquio Ribeiro de Castro, apresentou o case de sucesso do laboratório, fruto de uma parceria com a Petrobras. O coordenador falou sobre a importância de um modelo de transferência de tecnologias para o desenvolvimento econômico do Estado.

“Quando falamos em desenvolvimento, nós temos que levar em consideração os aspectos econômicos e os sociais. Do ponto de vista social, é a formação de pessoas, ou seja, de recursos humanos. Todos os nossos egressos do LabPetro estão, de certa forma, atuando no mercado de trabalho e contribuindo com a expertise e inteligência que desenvolveram no laboratório. Do ponto de vista econômico, nós produzimos produtos. Desde 2005 até hoje produzimos 12 patentes em parceria com a Petrobras.

Alguns produtos já estão em uso. O que nós conquistamos é um modelo pronto de transferência de tecnologia e conhecimento que está dando certo. Fico muito feliz em ver aqui no evento que o Estado está agindo para que tenhamos mais cases de sucesso como o LabPetro”, explicou Eustáquio Ribeiro de Castro. 

Kleber Alves atua em uma empresa privada da área da integração de estagiários com o mercado de trabalho e se inscreveu para participar do evento. Ele aprovou a iniciativa do fórum. “Para mim foi primordial o evento para entender esse contexto da inovação, como as instituições estão posicionadas e quais os campos de atuação delas. Foi muito importante para que nós possamos ter uma visão global do que está acontecendo no mercado capixaba. Essa interação entre governo, instituições e comunidade em geral me chamou atenção. Atendeu todas as minhas expectativas”, declarou.

O Fórum faz parte das ações da Secti, da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), autarquia vinculada a pasta, da Secretaria de Estado de Desenvolvimento do Espírito Santo (Sedes) e das demais instituições que integram a Mobilização Capixaba para a Inovação (MCI) para a implantação do Programa Inovação Capixaba sem Fronteiras (ProintES) no Estado.

Esta será a primeira de uma série de atividades que vão ocorrer de forma continuada para estreitar e consolidar a relação entre todos os atores do Ecossistema de Inovação Capixaba de forma permanente e produtiva.

O MCI/ProintES

O Programa Inovação Capixaba sem Fronteiras (ProintES) é uma ação coordenada pelas instituições que integram a Mobilização Capixaba Pela Inovação (MCI) e surge com o objetivo de aplicar o conceito de inovação aberta no Estado, mais conhecido por Open Innovation. Esta é uma prática comum em cidades que se caracterizam por ter um Ecossistema de Inovação próspero.

No Espírito Santo, a ideia chega para alinhar a participação conjunta do Governo do Estado com a sociedade, a academia, o setor produtivo, os inventores e os investidores para incentivar a divulgação das potencialidades do Estado nacional e internacionalmente. Esta integração facilita a transformação do conhecimento em soluções que atendam tanto às demandas do setor produtivo como àquelas do Governo nas suas diversas áreas de atuação.

A ferramenta usada para alcançar todos os objetivos do programa será o ProintES Open Innovation Hub. Esse concentrador será um ecossistema de inovação digital com uma vitrine tecnológica para expor as potencialidades do Estado e das instituições que compõe esse ecossistema.

 

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